Feliz 2010

A praia estava lotada. Os fogos anunciavam a chegada de 2010. Entre um gole e outro de uma champanhe barata, fiz algumas promessas impossíveis de serem cumpridas. Ensaiei um balaço contemplativo da ano que terminava, curti uma dose amarga de nostalgia e ponto: terminava oficialmente o ano de 2009.

Assustado, me dei conta de que presenciava fim de uma década. E agora? Tenho que fazer planos para os próximos 10 anos?

Fui pular as tais 7 ondinhas. Não ia dar sorte ao azar. No caminho, ressenti a falta de álcool. Olhei em volta e nada. Cerveja, champanhe; nosso estoque de “família” tinha acabado.E não haveria de ser diferente. Eu era o único da família que bebia de verdade. Fique por ali circulando, olhando, pensando. Sentei na cadeira de praia. A brisa era agradável. Por um momento rápido senti a falta de um cigarro.

Não passou 15 minutos, um rapaz encostou uma cadeira e uma caixa cheia de cervejas do meu lado. Num sotaque arrastado pediu que eu desse uma olhada nas coisas enquanto ele ia procurar o seu “pessoal”. Fiz com a cabeça que sim e esperei; cobiçando o conteúdo da caixinha etílica.

Na volta, o rapaz abriu uma cerveja, me deu outra e propôs um brinde ao ano que nascia. Brindei, sorri, bebi.  Pensei: agora ele vai puxar papo.

Eu não estava pra muitos amigos naquele dia. Por mais cinematográfico que parecesse, o último dia de 2009 tinha sido também o ultimo dia de um relacionamento de dois anos e 4 meses com alguém que eu imaginava ser a mulher da minha vida. Às 21:33 hrs do dia 31 de dezembro de 2009 o telefone desligava, terminando na ligação, 20.400 horas de sonhos, desejos e paixão. Uma lástima.

Nunca fui de muita resignação. Enxuguei as lágrimas, respirei fundo, olhei para o mar e pensei: melhor assim. Que venha 2010.

Minha previsão se cumpriu. O tal rapaz resolveu puxar papo. Logo decifrei o sotaque: ele era português. Que raios um português vem fazer em Santa Catarina no verão? Lugar de europeu é no nordeste!

Em pouco tempo o português explicou o motivo. Há quatros anos havia se casado com uma brasileira no Canadá, onde ganhava a vida como peão de obra. A crise financeira tornou as coisas difíceis e o casal resolveu vir para o Brasil, onde os pais da moça prometiam emprego e moradia. Pelo o que ele me contava não havia dado muito certo.

O casamento desandou, o clima esfriou, as brigas se avolumaram e o português arrumava as malas para deixar o país. Entre uma latinha e outra lamentava o rumo de sua história com a tal brasileirinha. Mais pra lá do que pra cá, danou a distribuir comentários preconceituosos sobre o Brasil e as brasileiras. Coisa de português.  Em qualquer outra ocasião, eu teria protestado ufanisticamente. Resolvi deixar pra lá. Brindei com ele a tristeza dos amores partidos na virada de 2010.

No auge dos seus 28 anos de experiência, o português falava como um ancião. Reclamava do rumo que sua vida tomara, alertava sobre o poder destrutivo das mulheres e generosamente oferecia conselhos sobre amor, tempo e trabalho.

Dei corda. A história era um alento, afinal. O português, que tanto reclamava da mulher, fez lembrar, que no meu caso, eu não tinha nada do que reclamar.

Minha história era estranha, exdrúxula, dessas que se cantam em poesia do Vinícius de Moraes. Não foi briga, não foi traição, não foi desilusão; de repente, não mais que de repente, minha história de amor se acabou. E acabou porque acabou. Secou, murchou, morreu. Mas não tinha um motivo exato.

Sob lágrimas, no derradeiro dia, conversamos amigavelmente sobre. O adeus, por telefone, deixou um misto de saudade e boas lembranças, mas também a certeza de que o fim era um fato. E como dizem meus amigos da Folha, contra os fatos não há argumento.

Não contei minha história ao português. O épico que ele dizia ter protagonizado não merecia ser interrompido.

Nuno saiu de Portugal com 18 anos. Filho de uma família pobre, do norte, perdeu o pai com 14 anos. O essencial, como comida e vestuário, não faltava. Mas a mãe, sozinha, penava para sustentar com dignidade os três filhos.

Nuno saiu cedo de casa e nunca mais voltou. Sem estudo, passou dos 19 aos 28 anos em Toronto, trabalhando como “carpinteiro”.

No Canadá, juntou alguns dólares, começou a trabalhar por conta própria e conheceu uma brasileira. Enlouqueceu. Em menos de 9 meses estavam casados de papel passado e altar de igreja. Faceira, a brasileira deixou o emprego e passou a viver sob o sustento do marido. Foram 4 anos até a crise financeira que abateu o Canadá levar parte considerável dos rendimentos de Nuno.

A brasileira rodou a baiana e trouxe o marido português para o seu país. Em menos de dois meses, Nuno ia receber a cidadania canadense. Ao vir para o Brasil perdeu o processo. A mulher não quis esperar.

Sem mulher, sem dinheiro e sem a tal cidadania, Nuno teria que recomeçar tudo do zero. Antes de voltar para Portugal passava os últimos dias, terríveis segundo ele, junto da mulher e sua família em Santa Catarina.

Ouvi por mais meia hora a história. Resumo: Nuno estava desiludido e arruinado e tudo era culpa do Brasil e da tal brasileira. Comecei a pensar na minha brasileira, no meu Canadá, nas promessas que havia feito a mim mesmo.

O rancor daquele português mostrava a dimensão de um amor desgovernado e ilustrava a busca desesperada em culpar o outro por um fim que não tem culpa.

Pensei sobre o meu fim, sobre a nossa falta de culpa e sobre o desconforto que é aceitar o próprio fracasso.

Tomei o último gole de cerveja como alguém que enxuga a última lágrima. Dobrei a cadeira, desejei boa sorte ao português e parti rumo ao meu Canadá, na certeza de que, assim como ele, eu também recomeçava do zero.

Conferência de Comunicação aprova controle social de rádios e TVs

Medida poderá ser transformada em projeto de lei no Congresso

A Conferência Nacional de Comunicação aprovou nesta quinta-feira proposta que prevê a implantação de mecanismos de fiscalização com controle social da atuação das emissoras de rádio e televisão, inclusive de financiamentos, cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas e o respeito aos princípios constitucionais na programação. A proposta faz parte do conjunto de medidas que estão sendo analisadas durante a conferência. As propostas aprovadas serão incluídas no relatório final e poderão ser transformadas em projeto de lei no Congresso.

A deputada Cida Diogo (PT-RJ), que acompanha os trabalhos da Conferência, afirmou que o Congresso terá a responsabilidade de levar essas propostas adiante. “Eu acho que o Congresso tem obrigação de auscultar a sociedade e essa conferência está sendo um marco na história da comunicação social do nosso país. O fato de estar havendo essa congregação de ideias, essa possibilidade de conversa entre o setor empresarial, a sociedade civil e o poder público para buscar um consenso mínimo deve servir de exemplo para o relacionamento do Congresso Nacional com a sociedade”.

A psicóloga Roseli Goffman, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, afirmou que a conferência provou que é possível, por meio do diálogo entre forças diferentes, obter consensos e tomar decisões. Ele lembrou que, mesmo com o embate de forças entre o empresariado e organizações civis, foi possível, durante a conferência aprovar mudanças no atual modelo de comunicação do País.

Conselho de Jornalismo
Além do controle social, já foram aprovadas propostas para a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, a volta da exigência do diploma para os jornalistas e a obrigatoriedade de um plano nacional de comunicação e de uma nova Lei Geral de Comunicação.

Participam da conferência 1.680 delegados, sendo 40% representantes dos movimentos sociais, 40% das entidades empresariais e 20% do Poder Público. Outros 350 observadores de órgãos nacionais, internacionais e de pessoas da sociedade vão participar dos debates, mas sem direito a voto. Quinze grupos de trabalho analisaram mais de mil propostas.

Reportagem –Geórgia Moraes/Rádio Câmara

Levante sua voz

Abaixo, o filme “Levante sua voz”, produzido pelo Coletivo Intervozes e com direção de Pedro Ekman. O curta, que é uma remontagem do Ilha das Flores de Jorge Furtado, narra a situação da comunicação no Brasil. É um excelente curta para mostrar, de forma didática, a importancia da luta pelo direito a comunicação e a pertinência da CONFECOM. O vídeo toca em uma série de questões importantes de maneira bem divertida.

(fiz o impossível para postar o vídeo aqui, mas não consegui. Abaixo vai o link)

http://vimeo.com/7459748

Liberdade e direito em pauta

Começou ontem, em Brasília, a primeira CONFECOM – Conferência Nacional de Comunicação.

Durante uma semana os tema ligados a comunicação serão discutidos por empresários, governo e sociedade civil organizada.O cenário das discussões não é dos mais otimistas. Várias entidades e associações dos empresários do setor deixaram a comissão organizadora do evento em “represália” aos movimentos sociais que tentam pautar a discussão de uma comunicação mais livre e inclusiva. Quem não deve, não teme. A simples indisposição para o debate demonstra o caráter autoritário, conversador e contraditório da imprensa brasileira.

Seria redundante relembrar a importância dessa discussão para o Brasil.

Nosso panorama é triste: cerca de 10 famílias controlam uma das imprensas mais concentradas do mundo. O resultado não poderia ser mais desastroso.

O projeto Donos da Mídia dá a dimensão numérica dessa situação. Quando não controlados por mega-grupos industriais familiares, os principais meios de comunicação estão na mão de políticos.

Mudar o país é mudar também (e principalmente) a estrutura do aparato ideológico-cultural representado pela grande mídia corporativa.

Cobertura da Confecom será ao vivo, com transmissão pela internet e NBR

Evento terá participação de comunicadores de rádios e TVs comunitárias e haverá tenda para público não credenciado com telões

Brasília – Mais de 300 profissionais de imprensa de todo o país estarão acompanhando a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que começa na próxima segunda-feira, 14 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A informação é do Ministério das Comunicações e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O tema da conferência, a primeira a ser realizada no Brasil, é “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) montou uma grande estrutura para o evento, mobilizando a TV Brasil, a televisão a cabo NBR, oito emissoras de rádio e a Agência Brasil de notícias.

A conferência, inédita, gira em torno de três eixos temáticos: “produção de conteúdo”, “meios de distribuição” e “cidadania: direitos e deveres”. O evento atraiu a atenção de jornais, revistas, sites, portais, agências de notícia, rádios, emissoras de televisão, assessorias e mídia comunitária.

Além de jornalistas dos meios de comunicação tradicionais, a Confecom receberá cerca de 60 comunicadores de meios comunitários, que atuam em rádios, TVs e agências espalhadas pelo país. Uma tenda será montada do lado de fora do Centro de Convenções, com dois telões e rede wireless, para atender ainda a um público não credenciado, mas ligado à área de comunicação, como estudantes e blogueiros.

A TV Brasil e a Agência Brasil preparam uma cobertura intensa, com pelo menos dez jornalistas em cada um dos quatro dias da Confecom, que se encerra na quinta-feira, 17. Serão produzidas reportagens para os telejornais, e o programa Repórter Brasil, principal telejornal da emissora, promoverá debates todos os dias sobre os temas da conferência.

“Queremos passar ao telespectador a importância das comunicações, através do debate dos diferentes pontos de vista sobre o tema”, aponta Eduardo Castro, gerente executivo de jornalismo da EBC.

A NBR transmitirá a conferência ao vivo, desde a abertura, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às 19h de segunda-feira, até a plenária final, que ocorre no dia 17. O sinal estará à disposição de qualquer emissora que tenha interesse em pegar as imagens.

A NBR também será responsável pela transmissão da conferência pela internet, através do sítio oficial da Confecom em seu próprio sítio.

Para esta cobertura, a NBR mobilizou 50 pessoas, entre técnicos e jornalistas. “Teremos um estúdio montado no Centro de Convenções para produzir entrevistas e boletins para os programas da grade e os telejornais”, afirma José Roberto Garcez, superintendente de Rede e Diretor de Serviços da EBC.

A programação da NBR é transmitida para mais de mil emissoras em todo o país, públicas e privadas, o que possibilitará um grande acesso da sociedade brasileira aos debates da Confecom. O sinal da NBR também pode ser captado por antenas parabólicas (veja abaixo os parâmetros para captá-la).

As emissoras de rádio da EBC farão uma cobertura especial da Confecom, com a realização de mesa redonda e entrevistas diretamente do Centro de Convenções, de terça a quinta-feira, entre 9h30 e 10h e das 16h às 16h30.

As rádios da EBC estão envolvidas com a Confecom desde as conferências estaduais que precederam a Conferência Nacional e, além de programas, mesas redondas e documentários produzidos, veiculam spots de 40 a 50 segundos com representantes dos segmentos que compõem a Confecom: representantes de organizações dos movimentos sociais, de entidades empresariais e poder público.

“Nossa proposta é permitir ao ouvinte participar da discussão e fazer o seu juízo de valor sobre um tema importante como a comunicação”, aponta Cristina Guimarães, gerente da Rádio Nacional, de Brasília, cabeça de rede da transmissão da Confecom.

A Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub) também terá produção especialmente voltada para a Confecom, com equipe multiprofissional de diferentes emissoras públicas. A transmissão da Arpub será de terça a quinta-feira, de 18 às 18h30. As transmissões da EBC e da Arpub estarão disponíveis via satélite no mesmo canal da Voz do Brasil, que é transmitida para mais de 4 mil rádios do país.

No sítio da Radioagência Nacional (www.ebc.com/radioagencia), agência de rádio na Internet, há um link para acessar matérias, entrevistas e sonoras das equipes da EBC na Confecom. O dowload é livre e gratuito.

Seguem abaixo os parâmetros para assistir a NBR por parabólica:

Cidades que captam o sinal da NBR pela Net
12 – Anápolis – GO
02 – Belo Horizonte – MG
19 – Blumenau – SC
13 – Brasília – DF
06 – Campinas – SP
09 – Campo Grande – MS
19 – Florianópolis – SC
10 – Goiânia – GO
15 – Indaiatuba – SP
06 – Porto Alegre – RS
07 – Ribeirão Preto – SP
04 – Rio de Janeiro – RJ
14 – Santos – SP
07 – São José do Rio Preto – SP
05 – São Paulo – SP

Sky
Canal 146

OiTV
696 – Rio de Janeiro

Recepção Digital de Satélite (Antena Parabólica)
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Polarização: Horizontal
Frequência: 3632
Padrão: DVB-S
SYMBOL RATE: 4.6875
FEC 3/4
PID DE VÍDEO: 0308
PID DE ÁUDIO: 0256
PID DE PCR: 8190

Recepção Analógica de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Freq.: 4030
Banda L : 1120
Polarização : Vertical

da Assessoria de Imprensa/Confecom/EBC/Ascom-Ministério das Comunicações

A PM de Arruda

Em tempos de panetonegate e truculência policial, o humor de Amarildo é auto-explicativo. Charge genial publicada no jornal “A Gazeta” do Espírito Santo. Enviada pelo amigo e militante do grupo Brasil e Desenvolvimento, Danniel Gobbi.

Hélio Costa, ministro da grande mídia

Hélio Costa afirma que setores empresariais estão representados na Confecom

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ministro das Comunicações diz que governo não defende “controle social da mídia”

Brasília – O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que os segmentos empresariais estarão representados na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), a ser realizada em Brasília, de 14 a 17 de dezembro. Ele disse que o governo não levará para a Confecom o tema “controle social da mídia”.

Na entrevista ao programa da TV Cultura, exibido na noite de segunda-feira, 7 de dezembro, Hélio Costa contou que os promotores da Confecom se empenharam em garantir a presença da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert). Infelizmente, disse, foi a entidade que decidiu não participar do evento. A conferência, cujo tema central é “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”, será aberta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima segunda-feira, 14 de dezembro.

Hélio Costa avalia que a Abert perdeu a oportunidade de discutir as questões mais importantes das telecomunicações. “A Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores) representa os radiodifusores e a Telebrasil (Asociação Brasileira de Telecomunicações) representa as telecomunicações. Os segmentos empresariais estão representados”, assegurou o ministro, referindo-se a entidades que têm participam da comissão organizada da 1ª Confecom.

Segundo o ministro, a Confecom promoverá uma ampla discussão para subsidiar o Congresso para um novo marco regulatório das comunicações. Das conferências estaduais, saíram mais de 6 mil propostas, que estão sendo sistematizadas e serão debatidas por todos os segmentos interessados no tema. “Não existe ambiente mais completo para essa discussão”, afirmou.

Chefe da PM bate em militantes

Do blog Brasil & Desenvolvimento:

É um absurdo o que ocorreu hoje na manifestação Fora Arruda na Praça do Buriti! A truculência da PM é inaceitável! Mas amanhã vai ser maior!

Amanhã tem movimento Brasília Limpa… todos de branco pedindo o Fora Arruda, Paulo Octávio e toda a máfia!

Participe!

Album de fotos no UOL sobre a repressão:

http://noticias.uol.com.br/album/091209repressaobrasilia_album.jhtm?abrefoto=21%23fotoNav

Jornais dos Estados Unidos pressionam Google para restringir conteúdo gratuito

A polêmica entre os jornais e o Google pelo acesso e uso de notícias online ganhou um novo capítulo depois de o gigante da internet ter anunciado que colocará limite à informação gratuita no serviço Google News, noticia La Vanguardia.

A queixa dos editores liderados por Rupert Murdoch, propietário do grupo News Corp., levou o Google a ceder um pouco no âmbito das notícias que normalmente são obtidas por meio de assinatura, explica a BBC Mundo.

O estudo do Fair Syndication Consortium, organização que reúne 1.500 meios de comunicação dos Estados Unidos, diz que 75 mil sites publicaram ilegalmente artigos da imprensa no mês analisado e que os principais beneficiados destas cópias massivas de informação são as agências publicitárias do Google e do Yahoo, acrescenta a AFP. (O arquivo PDF em inglês do estudo está disponível aqui.)

O Google, no entanto, assegura que não é culpado pela queda da receita das publicações. “Em meio a caída das receitas e a diminuição dos recursos, os executivos frustrados da indústria buscam um bode expiatório”, escreveu o presidente do buscador, Eric Schmidt, em uma coluna no Wall Street Journal.

Estudante de jornalismo de Fortaleza terá que pagar indenização por comentário no seu blog

Qualquer semelhança não é mera coincidência! Estudante de jornalismo, blogueiro…enfim, confesso que me senti especialmente atingido pela notícia.

Em todo mundo, ações políticas e jurídicas, como essa, trabalham para fazer da internet um lugar menos livre.  Na semana passada, a União Européia decidiu declarar criminoso o download de músicas e arquivos que não respeitam as absurdas regras de direitos autorais, definidas em conjunto pelos governos desses países (em sua maioria impreganados por loobys milionários). Uma grande rede de jornais e portais da internet, liderado pelo maior dono de jornais do mundo, Humpfrey Murdoch, estuda maneiras de cobrar pela visualização e reprodução de notícias na internet. Só não o fizeram por falta de meios técnicos.

Pelo bem da liberdade e livre circulação do conhecimento isso definitivamente não pode acontecer. Internautas do mundo todo, uni-vos!

Estudante de jornalismo de Fortaleza terá que pagar indenização por comentário no seu blog

Por conta do comentário de um internauta em seu blog, o estudante de jornalismo Emílio Moreno da Silva Neto foi condenado pela Justiça cearense a pagar uma indenização de R$ 16 mil, informam o Estado de S. Paulo e o G1.

Segundo Emílio, explica o Estadão, o post colocado em seu blog, o Liberdade Digital, relatava a falta de repercussão da imprensa local de uma briga entre alunos no Colégio Santa Cecília, uma tradicional escola da capital do Ceará, ocorrida em 2008. No espaço dedicado aos comentários, um leitor fez insultos à diretora e criticou a mediação feita por ela com relação à briga dos estudantes.

O estudante, de acordo com o G1, diz que não tem bens para serem penhorados e que tentou resolver o caso “amigavelmente”. “O que eu realmente lamento é que não tenha havido um diálogo mais tranquilo, sem que houvesse a necessidade de uma ação na Justiça. Ofereci direito de resposta, apaguei de imediato o comentário”, afirmou o estudante, citado pelo G1.

O Brasil ainda não tem uma legislação específica que regulamente a produção de conteúdo na Internet, como explica uma nota da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Em um post no seu blog, o estudante de jornalismo agradeceu a cobertura do caso e incentivou o debate sobre a liberdade de expressão na internet.

Internautas poderão sugerir propostas à Confecom

Comissão organizadora nacional abre canal direto com a população pela internet

Discutir a internet na internet. Esta é a proposta da comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) agora que se iniciou a segunda etapa do ciclo de debates rumo à plenária nacional. As discussões sobre a área de comunicação no Brasil estão abertas à sociedade. Primeiro, as conferências de comunicação realizadas em 26 estados e no Distrito Federal fomentaram este debate. Agora, a comissão organizadora abre um canal direto com a população para receber sugestões: a Conferência Virtual, que está disponível até 5 de dezembro no site oficial da 1ª Confecom (www.confecom.com.br).

Para participar da Conferência Virtual com perguntas e sugestões é preciso fazer um cadastramento prévio. É importante ler com atenção as regras de participação que aparecem logo no início do cadastramento do usuário.

A intenção da comissão organizadora é promover a discussão ampla sobre os novos meios de comunicação e as sugestões colhidas na Conferência Virtual serão reunidas em um documento a ser entregue aos delegados presentes à 1ª Confecom.

A etapa final da conferência ocorre entre 14 e 17 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Durante quatro dias, estes delegados vão pensar em soluções para a comunicação brasileira.


Cadastramento

O número de propostas apontadas pelas conferências de comunicação realizadas em 26 estados e no Distrito Federal está em torno de 3,5 mil. Todas estão sendo enviadas à comissão organizadora da Confecom.

O cadastramento das propostas no site da 1ª Confecom termina nesta sexta-feira, dia 27, e o cumprimento deste prazo é motivo de alerta feito às comissões organizadoras estaduais.

Somente com todas as propostas cadastradas em uma ferramenta disponível no site da conferência, poderá começar a próxima etapa do trabalho, que é a sistematização. O processo consiste em agrupar as propostas de acordo com os três eixos temáticos: “produção de conteúdo”, “meios de distribuição” e “cidadania: direitos e deveres”.

Uma vez sistematizadas, as propostas serão publicadas no “Caderno de Propostas”, documento com o qual os 1.684 delegados trabalharão durante a plenária nacional.

O “Caderno de Propostas” será distribuído e publicado no site da Confecom para que os delegados conheçam de antemão as propostas apresentadas pelos demais estados.

Próxima Página »


Arquivo do Blog

RSS Feed – atualizações em tempo real do Blog do Paraná

Twitter do Paraná

Flickr do Paraná

Bluesman

Alone in the darkness

Feeling

All Night Long

More Photos

RSS Brasil e Desenvolvimento

  • Escola Nacional Florestan Fernandes 10 10UTC fevereiro 10UTC 2010
    “Estou divulgando o e-mail que recebi do Gabriel Santos Elias a quem interessar contribuir com a educação destes jovens cidadãos.” A Escola Nacional Florestan Fernandes, criada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, surge com uma proposta inovadora de ensino que prioriza a construção da cidadania e da consciência política. Fundamentada na análise e pers […]
    Ana Rodrigues